O maldito vício de fumar!

            Eu to tentando. Tentando parar de fumar. Mas é uma coisa muito difícil. Porque é um vício biológico, psicológico e habitológico....putz...de onde tirei essa palavra...deve ser a falta de nicotina no sangue.

            Então, que falta me faz a tal da nicotina. Ontem até sonhei que tava fumando. Acordei desesperado, e verifiquei minha mão pra ver se não estava segurando um cigarro. Já pensou incendiar minha cama.

            O pior de parar de fumar é que você não pode apenas parar de fumar, tem tantas coisas que pedem um cigarro, que você também tem que parar um tempo com elas. Beber café, coca-cola, cerveja e tereré. Depois das refeições também me faz uma enorme falta. É como se faltasse a sobremesa. E nada de substituir o cigarro por sobremesa que eu vou virar um balão desse jeito.

            Sabe, aquelas horas, que você está angustiado esperando alguma coisa. Também faz muita falta o cigarro. O remédio para todas as angustias. Ou quando você está de bobeira na sacada do apartamento. O cigarrinho também faz falta nessas horas.

            Enfim, passo mais horas do dia pensando no cigarro do que em qualquer outra coisa. Sei, que com o tempo isso irá diminuir. Ou então, eu não pensarei mais e voltarei a fumar....hahaha

            Por que tudo que é bom faz mau né?

            Toda droga é uma delícia....mas faz mau.....será que essas palavras são sinônimas????....Delícia = Maldade.

            E não me venha dizer que isso é mentira!!! Quem já esteve lá, sabe como é.

 

Escrito por Ivan e Laís. às 00h52


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A MORTE: UM EVENTO NATURAL-TRÁGICO PARA OS VIVOS

Não é incomum ouvirmos expressões como "tinha que acontecer" quando se está diante de um evento trágico, ou no mínimo, indesejado. Doença, acidente ou morte são acontecimentos que geralmente nos levam a perguntar: "por que tinha que ser assim?". Em caso de morte, há sempre quem diga "cada um tem sua hora". Frente a um assalto ou acidente, não soaria estranho se ouvíssemos que aquele indivíduo estava no lugar errado na hora errada, ou que era seu destino, mesmo que o dito lugar fosse visivelmente inseguro pelas próprias características. Em outras palavras, o que tem que acontecer, simplesmente acontece e não há como escapar do fato. Crenças como essas mostram que, muitas vezes, buscamos transferir a causa do acontecimento indesejado, motivo de sofrimento, a algo que está fora do nosso controle, de preferência bem distante de nós. É deste modo que o fatalismo ganha forma e expressão, é a nossa “fuga da realidade”, dos problemas...

Como evento que atinge a todos, a morte é geralmente algo sobre o qual evitamos pensar. Quase sempre, é percebida como tragédia que marca a ruptura definitiva no ciclo da vida, o que põe, para muitos, um dilema angustiante: onde estarei quando deixar de existir? Inferno? Paraíso? Apenas a frieza da terra? Ou será, simplesmente, nada? Objetivamente ninguém poderá responder, pois, como evento que ocorre a todo vivente, somente o processo de morrer pode ser vivido e não a morte objetiva, fato. Neste sentido, Wittgenstein afirmava: "A morte não é um acontecimento da vida: não se vive a morte"3. O que ocorre depois dela não deveria ser algo a nos preocupar. Também Epicuro (adoro esse filosófo), sabiamente, já falava que morrer não deveria ser razão de angústia, pois "Quando nós estamos, a morte não está; quando a morte está, nós não estamos"4. Mas de que adianta a razão conhecer que não estaremos quando a morte estiver? O problema é que tendemos a viver não só a angústia do que virá depois (se algo vier), mas também, e principalmente, a dificuldade em nos desvencilharmos daquilo que temos e dos que amamos, somos egoístas, materialistas....

Se, para uns, há tempo para se mortificarem com a proximidade da morte, para outros nem sempre é possível se vitimarem e lamentarem o fim da própria vida. A morte súbita geralmente causa espanto, dor e até desespero somente aos que estão ao redor. E, geralmente, diante da surpresa do sofrimento, quem fica tende a buscar explicação e conforto na determinação divina ou no destino.

Assim, de um modo ou de outro, seja a morte súbita ou não, se Deus ou o destino não são suficientes para a aceitação do acontecimento, as justificativas precisam ser encontradas em outro lugar. Enfim, é preciso sempre encontrar algum responsável na tentativa de apaziguar tanto o espírito de quem está morrendo quanto, e principalmente, o espírito dos vivos que, ao mesmo tempo, precisam reorientar suas vidas para que não caiam na mesma armadilha. Uma coisa, entretanto, parece certa, súbita ou não, a morte não pede licença, simplesmente invade sorrateiramente a vida dos homens...sim, foi um post fúnebre...hehe

Escrito por Ivan e Laís. às 00h09


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BRASIL , Sudeste , RIBEIRAO PRETO , Homem e Mulher

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