A verdade mora dentro de você.

            No meu último texto, teve um lado meio de auto-ajuda. E eu não curto muito auto-ajuda. Por isso, vou comentar a “auto-ajuda”.

            Os textos de auto-ajuda são destinados às pessoas desesperadas. Ta na merda???...compre um livro!!!

            “O poder da Solução”, o único livro que li de auto-ajuda. E por que eu li???....porque tava na merda. E por incrível que pareça, me ajudou. Ajudou ao ler coisas tão óbvias, mas que naquela doideira que eu me encontrava não conseguia enxergar. E é isso que os livros de auto-ajuda fazem. Escrevem coisas óbvias sobre situações do cotidiano. Com certeza, você estará passando por uma situação descrita, afinal, se não estiver não tem sentido ler também.

            Ele vai te indicar o ato, a causa, a conseqüência e a solução. Putz, que maravilha heim. Agora você não precisa de mais nada na vida. Já tem tudo as mãos. É só botar em prática.

            Um dia será fundada uma espécie de religião. Baseada em livros de auto-ajuda. Onde o personagem principal será você. Você é responsável pelos seus atos, pela sua vida e a condição em que ela se encontra. Se quer mudar algo na sua vida, tem que começar por você mesmo. Entender as causas, as conseqüências e buscar as soluções em você mesmo. Você só vai ter a ajuda de um livro que dirá tudo isso. Mesmo não sabendo, quem é você, o que é você. Ele vai saber o porquê de tudo da sua vida. E ainda mais, vai saber as resposta de todos os porquês. Por que???....Porque todas as respostas da vida estão dentro de cada um de nós....o problema é estar psicologicamente estável para enxergá-las.

 

Escrito por Ivan e Laís. às 18h40


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Justiça

      Vivemos em um mundo de opostos. Certo e errado,bem e mal, visível e invisível, culpado e inocente. Mas com toda certeza o pior dos opostos está encarnado em: impunidade e injusta punição.

      O Brasil está em crise. Uma crise política permeada por corrupção e decepção por grande parte da população organizada ou não. Especialistas afirmam que se trata de uma crise sem precedentes na história, mas tal afirmação é mentirosa. 

      O que não teve precedente foi o julgamento sumário que a imprensa brasileira fez.

      É verdade que essa crise envolve supostamente muitos partidos, políticos, sombras que jamais aparecem à frente das câmeras, mas já tivemos crises similares e até maiores que essa que o Brasil enfrenta hoje. Tivemos crises no governo Sarney, no governo Collor de Melo que sofreu, inclusive, outra expulsão sumária. O governo Itamar, Fernando Henrique Cardoso também foi permeado por uma série de denúncias de corrupção. O que parece nos faltar nesses momentos de caos é memória.

       Parecemo-nos como os velhos computadores com pouco espaço em suas memórias turvas. No governo FHC houve, inclusive, denúncias de graves irregularidades nas privatizações que o país sofreu, até hoje, por sinal, não explicadas à sociedade de maneira evidente, clara. Esse último governo tornou o país vulnerável aos mercados, e hoje, vem a público cobrar a tal vulnerabilidade e decência. O sujo falando do mal lavado, parece brincadeira, mas de fato acontece bem diante dos nossos olhares esquecidos.

       A corrupção no Brasil atravessa séculos. Pode e deve ser datada desde o momento em que os portugueses desembarcaram no Brasil com suas caravelas exploradoras, em ambos sentidos. Estava lá, naquele momento histórico para essas duas grandes nações irmãs, uma demonstração grave de corrupção ativa e passiva. Em troca de espelhos e outras bugigangas os índios, primeiros habitantes tupiniquins, facilitaram a extração e deixaram escoar o pau-brasil que abasteceu por longo tempo a Europa.

       Então, de fato, não podemos afirmar ser uma crise sem precedentes, pois rapidamente, citei alguns fatos verdadeiros, históricos que se deram na “tragicomédia” da vida política brasileira ao longo dos séculos. Mas podemos afirmar que o povo brasileiro está cansado dessa roubalheira que acontece há anos. E que esse mesmo povo está sedento por justiça, mas não a justiça que eles conhecem que é aquela que pune aos pobres e menos desprovidos de poder e acoberta os ricos e poderosos. Alias a população em muito poucos casos, para não dizer nenhum, viu a justiça externada e estendida em sua direção.

      Pouco tempo atrás eu vi na televisão uma reportagem sobre um  homem, pai de uma criança que foi preso por não pagar a pensão alimentícia, segundo os jornais que divulgaram amplamente o caso. (talvez pela situação do país que não garante nem oferece as condições dignas que estão asseguradas na constituição brasileira, essa por sinal, deveria ser rasgada, pois se não conseguimos cumpri-la para que sua existência diante desse caos) Preso, passando as humilhações que apenas podemos supor, na cadeia foi convocado pelos bandidos a participar da rebelião que estava acontecendo na penitenciária onde ele estava preso.

      Veja bem, preso por não pagamento de pensão alimentícia junto com criminosos perigosos. Enquanto os bandidos dos colarinhos brancos têm direitos a quartinhos na carceragem da polícia federal, visitas de parentes e advogados a qualquer momento. Isso é o que me revolta ou a justiça é para todos ou não será para ninguém.

      O estado que deveria assegurar sua integridade não o fez, ele morreu brutalmente assassinado por não participar da arruaça cometida pelos criminosos. Morreu por viver em um país onde a justiça não é cega como deveria ser.

       Pois a justiça em nosso país, há séculos, infelizmente, enxerga e enxerga muito bem, enxerga cargos, ternos, contas bancárias, oferecendo aos bandidos de primeiro escalão hábeas corpus, que permitem mentiras e mais mentiras diante dos investigadores.

      E esse ano ainda tem eleições, grande coisa, falam que o povo precisa aprender a votar, aprender a reivindicar os seus direitos, a cobrar justiça.

 Aprender? Aprender como? É difícil explicar a alguém o gosto de algo que a pessoa não conhece. E essa é a mesma dificuldade que eu teria em explicar o significado da justiça ao povo brasileiro, já que os brasileiros nunca sentiram o sabor da palavra justiça.

Escrito por Ivan e Laís. às 16h16


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Você pode perder, só não pode perder a lição.

            A vida nos prega peças, muitas vezes trágicas, muitas vezes hilariantes, algumas vezes românticas. Mas é impressionante como cada uma destas caminha para a outra com o tempo. Você conhece uma pessoa especial, um encontro perfeito, como no mais belo dos filmes. E tudo segue lindo. A vida é perfeita. Mas aí, como num bom filme que se preze, haverá um conflito. E você vai sofrer, mais do que Julieta ao ver Romeu envenenado ao seu colo. Você desejará voltar ao passado para fazer tudo certo novamente, ou que nada aconteça, que a vida volte a ser como era antes do ocorrido. Você tentará mover mares e morros atrás de tudo aquilo que tinha planejado para seu final feliz. E conseguirá???....provavelmente não. Sofrerá mesmo. Pois, o sofrimento também faz parte da vida. Por mais, que fuja, por mais que evite, ele sempre virá. E virá, devastador, na hora em que menos se espera. Na hora, em que você estará quase com a tão sonhada felicidade. Ele virá e levará tudo embora.

            Aos poucos, o sofrimento também vai embora. As idéias parecem voltar ao normal, voltar ao lugar do consciente. Razões fantasiosas não existem mais. Aquelas milhares de explicações, teses e cenas que você editou na sua mente vão sumindo aos poucos. E ao final de tudo isso você sempre chegará a apenas uma conclusão. Qualquer que seja esta. Será esta conclusão que tornará a sua vida suportável novamente.

            E vai olhar para traz, se divertir. Rir da sua cara de choro, rir das palavras idiotas ditas, sentir vergonha dos amigos que incomodou horas e horas repetindo o mesmo discurso conformista ou indignado de vítima.

            A partir desse ponto, você não será mais a mesma pessoa. Será uma pessoa mais forte, será um você melhor do que era antes. Graças ao que você viveu, graças a tudo de bom e tudo de ruim que a vida lhe trouxe. Mas acima de tudo, graças a que você sobreviveu a tudo e aprendeu. Aprendeu que não se controla tudo na vida e que ela é que nos ensina. Aprendeu que você sempre tem parcela de culpa no ocorrido. E que se não quer ver a reprise do filme terá que mudar os personagens. Principalmente o personagem principal que é você. Não faça da sua vida um filme, faça dela uma escola.

 

Escrito por Ivan e Laís. às 23h37


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BRASIL , Sudeste , RIBEIRAO PRETO , Homem e Mulher

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