Eu não sou o que eu faço, eu sou o que eu sou...

Poderia dizer aqui o que eu já fiz ou deixei de fazer profissionalmente, mas aprendi a não atrelar meu ego ao que faço. “Eu sou uma pergunta”, era assim que Clarice Lispector costumava se definir,uma boa definição,afinal, todos nós somos uma pergunta, mas cada qual é uma pergunta diferente e qual é a pergunta que eu sou então?

Eu sou uma pergunta de certo, uma pergunta que não deseja ser respondida, que também não se contenta com as respostas porque acha tudo um tanto quanto relativo...meus braços são por demais pequenos para o mundo que eu quero abraçar e meu coração é por demais tortuoso para não causar espanto,quero tudo,agora...mas quem não é assim?

Somos tão complicados, o ser humano é tanta coisa e ao mesmo tempo tão simples,é tudo e nada. Afinal,quem sou eu? Lógico que quem eu sou não deve ter importância alguma para você, mas quem você é deveria ser uma pergunta a inundar diariamente a sua mente. Por quê? Explico.

Não saber quem você é lhe incapacita saber com quem você pode contar. Onde você espera chegar?Você está usando o máximo de si? O que espera ser capaz e apto a fazer? Agora, quem fará ou alcançara isso?Será que a pessoa que você imagina ser, está realmente preparada para enfrentar os desafios dessa “jornada de conquistas” que você quer trilhar para si mesmo. Será que estamos a altura dos obstáculos que nós mesmos colocamos em nossas vidas? Ora, como acreditar em quem não conhece, se não sei quem sou como vou acreditar em mim?

Pois bem, às vezes, me sinto confusa sobre quem eu sou. Olho para alguns de meus atos e percebo que eles não espelham os meus valores...e agora?

Escrito por Ivan e Laís. às 17h45


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Não sabendo se vive melhor.

 

Quanta coisa mais o ser humano precisa criar para conseguir viver? Por que o ser humano não consegue aceitar que algumas coisas não tem explicação? E ainda, tem gente que se sobresaí como sábios explicando coisas inexplicáveis. Toda pergunta tem uma resposta? Por que a resposta nunca pode ser um simples “ Não Sei”?

Já citamos vários temas nesse blog, amor, paz, sorte, amizade, mentira, verdade, poder, etc. para todos estes temas levantamos várias questões. E para todas as questões demos nossos pontos de vista. Hora aceitáveis, hora uma tremenda baboseira. Hora verdadeira, hora ironicamente mentirosa. Por que é tão difícil para nós aceitarmos que não entendemos o que acontece a nossa volta? Será que temos medo, de que os outros nos julguem burros, preguiçosos mentalmente para pensar, refletir?

            Às vezes, acontecem coisas boas inexplicáveis. Como você denomina estas coisas? Milagre!!!....as coisas boas inexplicáveis são todas obras de Deus, de Santos, de divindades. Até certas coisas ruins, como a morte, são julgadas assim também. Vai dizer, que você nunca escutou a famosa frase: “Deus, quis assim!”?

            Que simples seria se eu pudesse dizer: “ Não sei” para algumas coisas. Quando terminar com a namorada e ela perguntasse o pôrque. Eu diria simplesmente “ Não Sei!”. Quando fizesse alguma cagada enorme, diria “ Não sei porque fiz isso!”. Seria eu covarde dizendo “Não Sei!”?

Mas, eu não tenho o direito de não saber? Não seria melhor as vezes dizer “Não Sei!”, do que falar uma desculpa esfarrapada ou uma resposta idiota?

            Por que entregar à sorte, um resultado de vitória de um jogo?

            Por que entregar à sorte, um resultado de trabalho durante um período?

            Por que buscar a explicação do inexplicável na sorte, religião, números, planetas, signos, cores? A vida é uma busca incessante de resposta e “Não Sei!” não é e nunca será considerada como resposta.

            Quantas perguntas em tão poucas linhas há nesse texto.

            Mas para todas elas, para quebrar a rotina, vale uma única resposta: NÃO SEI!

           

Escrito por Ivan e Laís. às 20h22


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Não

 

A necessidade de agradar e receber a aceitação do grupo pode muitas vezes nos levar a dizer “sim” quando na verdade queremos dizer “não”.

Tem muita gente (e eu infelizmente eu estou entre essas pessoas) que vive a vida toda sendo bonzinho, “aprendendo” a ser bonzinho, ser legal, a dizer sim para tudo, se deve sempre ser cordial. Afinal é isso que nos ensinam desde criança, nossos pais, nossos professores...todos repetindo sempre a mesma história.

Sempre nos ensinaram a concordar, a ceder, a não criar confusão, a ser a verdadeira “vaca-de-presépio que não sabe dizer não. Isso acontece sempre comigo, eu não consigo escapar (e acredito que exista muitas pessoas assim que também não conseguem), só sei que de tanto ser boazinha, to sempre engolindo sapos.

Já cheguei até a comer coisa que não gosto, pra não desagradar, não fazer desfeita...já fiz coisa que não queria, desse jeito minha gente qualquer dia eu desespero...hehe

Eu não sei recusar quando me pedem um favor, eu posso até saber que não vou dar conta, mas dizer não é um horror...se me pedem aquele cd que eu adoro emprestado, mesmo sabendo que não devolvem eu empresto...maldito receio de dizer não.

Enfim, sou incapaz de negar, nunca digo nada,eu sei que isso passa, tem que passar, preciso aprender a dizer não, sei que pode custar um bocado dizer simplesmente NÃO. Mas depois que eu disser, vou ficar aliviada e a outra pessoa...a que ouviu o não?Bom, acho que ela vai ficar atrapalhada...afinal, ninguém espera um não de uma pessoa que sempre diz sim...

Mas calma lá, a coisa também não vai ser radical, quero aprender a dizer não, quero saber dizer não, acho que é bom pra mim, vai ser bom...mas também não quero ser do contra...também quero dizer sim, mas pretendo dizer sim só quando realmente eu desejar dizer o sim...chega de mentiras...vou aprender a dizer NÃO.

Escrito por Ivan e Laís. às 19h39


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Os Modos de Controle da Sociedade

            Putz, quem peidou???....que horror, que coisa feia...aposto que alguém aqui já ouviu essa frase ou disse essa frase. Mas quem diz que isto é verdade? Seus pais devem ter dito a você que isso é feio, e seus avós disseram o mesmo a seus pais e assim por diante. Mas quem foi o primeiro a dizer isto? Será que Eva disse isso a Adão!? E daí em diante, todo mundo sabe que é feio peidar na frente de outra pessoa.

            Já parou para pensar quanta coisa a gente faz e não faz porque alguém um dia disse que é feio ou bonito, que é certo e errado, e até mesmo verdade e mentira. O bem e o mal existem desde que se formou um pacote desses conceitos. Tá certo, que eu não vou sair por aí xingando todo mundo que aparecer na minha frente, num dia em que eu estiver fulo da vida.

            Quando se vive em sociedade, há tantas regras e leis que o ser humano devia nascer com um manual de instrução debaixo do braço. Mas as regras não são maléficas. Elas existem para que o ser humano possa viver com a mínima harmonia possível. Então, se as regras não são maléficas, chego a conclusão de que o ser humano que é mal. Dentro de cada um de nós existe instintos controlados. Instintos do mal. E um único instinto que barra eles. O medo.

            “Olho por olho, dente por dente”. Uma das primeiras Leis ou valor ético imposto. Não faça com o outro uma coisa ruim, que você sofrerá do mesmo mal. Considerando esta frase, pense algo bem ruim mesmo para com uma pessoa. Por exemplo, imagine ela descendo num escorregador de lâminas e caindo numa bacia de álcool. Um chute no saco. Um ferro quente espetando dentro do olho. Vai dizer que você nunca sentiu raiva suficiente para desejar um destes castigos para alguém. Agora, imagine você sofrendo estes castigos. Você não iria gostar, a não ser que você seja masoquista ou algo do tipo.

            Bom, se eu roubar vou ser preso. Se eu enganar o imposto de renda, levarei uma multa gigantesca. Se eu sair pelado na rua vou ser preso. Se eu bater em alguém que está me irritando vou ter que pagar umas cestas básicas. Se eu não pagar o aluguel serei despejado. Se eu ficar conversando no cinema levarei um monte de xingamento. Se eu fumar em lugar fechado vou levar uns tapas do segurança. Se eu chegar atrasado no trabalho todo dia vou ser despedido. Se eu for despedido não vou ter dinheiro. Se eu não tiver dinheiro não vou ter onde morar, comer, vestir e beber. E nem dinheiro para pagar a conta de luz, internet e postar no meu blog. Não terei o direito de me expressar. E também ninguém terá o interesse em me escutar. Já parou para conversar com algum mendigo? Ou um catador de latinha na rua?

            Mas então, você vê que é imposto o medo para barrar os instintos naturais do ser humano. O ser humano é mal na sua natureza. A caridade e voluntariado existem para satisfação pessoal do ego das pessoas. Como é bom ser bom de vez em quando.

            O comunismo só existe na teoria. Impossível de se praticar com seres humanos, onde estes sempre anseiam crescimento, dinheiro, conforto e poder. Quando a inteligência brotou no ser humano brotou também o poder. O poder de dominação sobre outra espécie. O poder de controle dos efeitos da natureza. O poder de fazer fogo. E logo em seguida o poder de controlar os da mesma espécie. E controlar através do que? Através do medo.

            A sociedade nasceu do controle pelo medo. Por isso, foram criados tantas Leis, tantos modos, tantas religiões. E quem criou tais Leis e modos, seria esta uma pessoa do bem ou do mal?

Escrito por Ivan e Laís. às 17h27


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O Fabuloso Destino de Laísoca

    "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” é um dos meus filmes prediletos. Quase toda resenha sobre ele diz tratar-se de uma obra sobre “garota francesa que um dia descobre um tesouro de criança em seu apartamento e, após encontrar o dono, decide fazer coisas boas por várias pessoas”. Sim, esse é o pano de fundo e a primeira metade do filme. Mas, eu acredito, a intenção ali era outra: falar sobre ridículos e corriqueiros prazeres da vida. E como cada pessoa se torna diferente das outras por causa disso.

    A cada vez que apresenta um personagem, o narrador diz as coisas que aquele indivíduo ama ou odeia. A própria Amélie tinha preferências e incômodos banais. Ela amava colocar a mão toda no saco de lentilha, quebrar a casquinha do creme brullé (é assim que se escreve?rs) com a colher e olhar a cara das pessoas no cinema quando a luz estava apagada. E detestava, entre outras coisas, gente de filme que dirige olhando pro lado.

    Cada um tinha minúsculos prazeres e desconfortos que os tornava únicos. Apesar de serem bobagens, comportamentos tolos não divididos com mais ninguém, isso podia dizer muitíssimo sobre suas personalidades. Depois de “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” passei a acreditar mais do que nunca: pessoas são apenas isso mesmo, aglomerados de manias miúdas, neuroses bobas e muito reveladoras.

    Assim me parece acontecer com todos. Quem curte estourar plástico-bolha é pessoa que gosta de refletir, precisa estar sempre se concentrando ou movimentando as mãos. Quem não dorme de meias tem aflição de ser mandado, prefere a liberdade plena. Aqueles que fazem questão de secar o chão com rodo e pano após o banho são os controladores, gente dominadora à beça.

    As miudezas do comportamento podem dizer bastante de nós – pena não serem conhecidas pela maioria dos que nos cercam. Seria ótimo se, como no filme, fôssemos apresentados com o rol de três “amo” e três “odeio”. Você conhece a pessoa e recebe o cartão: “Fulano adora cheiro de grama cortada, adora repintar a cerca a cada seis meses e adora cachorros com nome de gente, tipo Arnaldo. Fulano odeia: velas escorridas, som de telefone e cadarço desamarrado”.

    Pronto! Já saberíamos que o tal Fulano é apreciador da vida natural, não é preguiçoso e tem senso de humor. E que ele sente medo da morte, mas fica muito bem sozinho e é bastante organizado. Fácil, hã? Pelo menos para quem, como eu, tira conclusões precipitadas sobre as pessoas...

    Mesmo assim, ainda creio bastante na tese do filme (se é que era essa mesmo a teoria a pescar ali). Como não ligo de ser cobaia em troca de provar um ponto de vista, posso contar as minhas próprias pequenezas.

Eu amo
Dias de sol, tomar banho ouvindo música, ficar sozinha ,fazer caretas pro espelho e falar com o Platão (meu cachorro)

Eu odeio
Dias que faz frio (o inverno), escovar os dentes (mas escovo os dentes viu,rs),  e ter que usar sapato.

E aí, qual a sua conclusão, como eu sou?rs

Escrito por Ivan e Laís. às 02h42


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BRASIL , Sudeste , RIBEIRAO PRETO , Homem e Mulher

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