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Viver
Quem escolheu aqui, viver a vida que vive?
A maioria tem uma vida que sobrevive. Que diante de seus olhos apenas passa. E te leva junto, para algum lugar, sem ao menos ter a chance de escolher parar, mudar e viver. Nascemos, e não sabemos o porquê. E aí, quando perguntamos aos nossos pais, eles nos dizem que a cegonha nos trouxe. Ou que papai colocou uma sementinha na barriguinha da mamãe. E beleza, seguimos a nossa infância, sem escolher os nossos brinquedos. Papai noel que os escolhe, isso se você for um bom garoto. Senão ele nem te dá nada.
Escolhemos os nossos amigos. Ta aí, a amizade é uma das coisas mais verdadeiras do mundo. Mas mesmo assim, ela as vezes nos traí.
Mais tarde, papai e mamãe escolhe a escola onde iremos. Será mesmo que eles escolhem ou optam dentro do que eles podem pagar? E aí, começa aquela rotina imposta, vamos a escola, fazemos os deveres, brincamos (depois de fazer os deveres é claro), comemos os legumes obrigados e dormimos depois de muita insistência.
A adolescência chega e aí o mundo vira ao contrário. Não somos crianças, queremos ser adultos, mas não somos adultos. Somos adolescentes. O corpo muda, a voz muda, as idéias mudam, tudo muito rápido, sem tempo para escolhermos nada. E aí, quando chega no colegial, temos que optar que curso de faculdade faremos. Optar por uma coisa que acreditamos que vai ser para o resto de nossa vida e que essa escolha determinará o que somos. E as vezes, nem optamos, vem um teste vocacional e diz o que você vai ser. Que difícil escolha é essa. Eu queria ser músico, mas ia morrer de fome, então optei por outra coisa. Ou seja, escolhi meio que não escolhendo. Escolhi a segunda opção. Às vezes, na vida a segunda opção é sempre a primeira.
Mas durante a faculdade, a vida veio e me deu um tapa na cara. Morava em republica com amigos, melhor época da minha vida. Estudávamos feito loucos a semana toda, e no final de semana muita gandaia. Isso sim que era vida!!! Aí, sem mais nem menos, um mero dia, foi-se meu companheiro de quarto, doença cardíaca. O garoto tinha 18 anos, acabara de entrar na faculdade, acabara de perder a virgindade com a namorada, acabara de conquistar a tão sonhada liberdade de morar fora de casa. E foi embora. Me lembrei dos lamentos, que este fazia, por não poder estar com seu pai, de não poder ver a namorada no final de semana por causa da prova de cálculo na segunda. Quanta coisa importante perdida, não vivida. Quantas palavras não ditas. Quantas segundas opções escolhidas em nome de um futuro incerto.
É claro, que sempre temos que pensar no amanhã, no depois de amanhã, trabalharmos, nos aperfeiçoarmos para ser bons profissionais, enfim, ser alguém na vida para a sociedade. Mas não podemos nos esquecer de ser alguém para nós mesmo, de ser alguém para alguém. Um bom filho, um bom amigo, um bom namorado, um bom pai.
Diante de tudo isso, mudei o meu modo de viver. É claro, que as vezes continuo escolhendo as segundas opções. Quem me dera poder morar na mesma cidade de meus pais, meus irmãos e meus verdadeiros amigos. Minha família e meus amigos são o que há de mais importante em minha vida. E sei que, para todos também é. Mas agora, quando tenho a oportunidade de estar com cada um deles, procuro demonstrar carinho, afeto. Demonstrar aquilo que verdadeiramente sinto por eles. Tenho medo de que se repita de novo, de alguém ir embora para sempre, e não ouvir de mim o tanto que eu o gostava.
Às vezes, questiono se vale a pena mesmo passar tanto tempo longe deles. Se não deveria arrumar um emprego lá, ganhando menos, mas vivendo mais com eles. Como o dinheiro nos impõe tantas segundas opções. Sobreviver ou viver?
“Não tenho medo de morrer, tenho medo de perder a vida!”
Homenagem a Sílvio (Garapa) – Saudades!
Escrito por Ivan e Laís. às 18h17
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Medo De Amar
"Vire essa folha do livro e se esqueça de mim. Finja que o amor se acabou e se esqueça de mim" - Vinicius de Moraes, "Medo de amar".
Clichês. Não tivessem alguma aplicação exata, assustadoramente precisa, não teriam se tornado clichês. Lugares-comuns.
Comum é não se ater às sutilezas. De si, do outro, da vida... Comum é perder-se na vastidão de seu umbigo, maravilhado com sua singularidade, narcísico, equivocado. ( como é difícil não ser assim hein )
Comum é não contemplar o clichê e, aí, não saber fugir de encarná-lo.
"A vida só se dá para quem se deu. Para quem amou, para quem chorou, para quem sofreu" - Vinicius de Moraes.
Chorar apenas não adianta. Crianças choram e voltam a enfiar o dedo na tomada. Odeiam e fascinam-se pelo choque; seu vício, sua armadilha;
crianças amam e morrem de medo disso. Afastam-se, fazem manha;
crianças sofrem, mas, auto-centradas por natureza, não são capazes de dividir com o outro...nem o choro, nem o sofrimento, nem o bolo de chocolate.
É tudo meu, meu, meu... Ora, a vida só se dá para quem se deu. ( será????? )
Certas pessoas nascem e caminham para morrer sozinhas.Eu pensava que comigo era assim mas agora não; não caio mais um segundo na besteira de dizer que não há alguém para mim. Não é o que sinto. Mesmo...o que sinto é que poucas pessoas me merecem. (pouquíssimas, quase ninguém...rsrsrs)
Não que eu seja única, diferenciada na essência... é que estou olhando para fora, algo que anda fora de moda, nesse mundo de se encher de enlatados da satisfação superficial. Esse mundo das mentiras, das ilusões, das fantasias (miseráveis?) daqueles que se dedicam a simplesmente conseguir sobreviver ao dia seguinte sem se vexar pelo que são.
Gosto de mim; aprendi a respeitar minha faltas...tento na maioria das vezes deixar exposto meus defeitos sem maiores vergonhas ...é esse estar bem comigo, esse me aceitar, que me deixa olhar para fora. E é só assim que vale a pena. É só desarmado que posso abraçar o outro. ( e se o outro não estiver desarmado??? )
Certas pessoas nascem e caminham para morrer sozinhas. E a culpa é sempre do outro, que aparece toda vez, cada hora na figura de alguém diferente, para invadir, para ameaçar, para desestabilizar o que, ainda que seja pouco, está empilhado e funciona minimamente, dia após dia.
Será o medo de amar que faz isso???
Ps.: O Ivan falou do amor só pra não ficar por baixo,já que esse tema todo mundo gosta, resolvi falar também...rs =p
Escrito por Ivan e Laís. às 19h54
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Tema de Hoje: O Amor
Oh, o Amor, não existe palavras para defini-lo, e nem existe definição concreta para ele. Assim, cada um tem a sua versão sobre o quê é o Amor. Diz o poeta (não lembro o nome) que “o amor é fogo que arde sem se ver”. Diz o jargão que “o amor é burro, cego, surdo e mudo”.
Mas vamos debater o Amor romântico, pois o amor materno, fraterno e outras variáveis é meio que indiscutível. O Amor entre um homem e uma mulher, ou entre um homem e homem ou mulher com mulher....hahaha...este mundo moderno é complicado. Mas vamos lá.
Primeiramente antes do amor vem a paixão, avassaladora, que contraria a todos e tudo, não se tem opção. A paixão vem na fase da conquista, e aí que mora o perigo. A conquista, às vezes envolve umas mentiras, ou disfarça as verdades. Quem aqui, não se tentou mostrar mais legal, mais tolerante, mais sensível, menos ciumento, menos doido para surpreender alguém. (Por favor, não minta para você mesmo agora.)
E o que transforma a paixão em Amor??? Seria o tempo??? Seria a rotina de estar apaixonado??? Por que as pessoas sentem necessidade de dizer “eu te amo” e de ouvir também? Elas se sentem mais seguras ao ouvir isso. Mas e se eu dissesse: “Fica fria!!!”. Com certeza não surtiria nenhum efeito. E quando se está namorando, parece uma obrigação dizer isso. Ao se despedir no portão da casa, no telefone, no bilhetinho, na mensagem de celular e nos recadinhos do orkut. E aí de nós se não dissermos.
Banalizamos a palavra “Amor”, “eu te amo!”. As dizemos toda hora. E ainda mais, agora que descobrimos que o amor não é único. Se não der certo com uma pessoa arrumamos outro amor, pois como se diz, é com outro amor que se cura.
“Eu te Amo!” não mais diz tudo, não mais significa tudo. Mas também, deveria ser tudo??? Acho que não.
Mas mesmo assim, inexplicavelmente sempre buscamos o Amor. Ta aí, a explicação do sucesso de músicas românticas, filmes e outras coisas que tratam do tema.
Romeu e Julieta. Esta sim, uma grande história de amor, morreram os dois por amor. Contra tudo e contra todos. Morreram por amor. Existe prova mais concreta de amor???....talvez meio burra, mas concreta....hahaha
Quem hoje, morreria por seu namorado ou marido. Pouquíssimas pessoas ou talvez nenhuma.
O amor platônico seria uma opção de masoquismo ou a mais sincera de amor??? Porque a meu ver o amor não é a necessidade de ter a pessoa ao seu lado, e sim ver essa pessoa feliz. Mas realmente, amar sem ser amado é muito difícil.
Cada um ama de um jeito e cada um o define de um jeito. Por isso, o amor é grande, belo e inexplicável. Dele, se pode esperar tudo. Toda felicidade e todo sofrimento.
Escrito por Ivan e Laís. às 23h47
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A mentira é tão verdadeira quanto a verdade, pois a verdade é um acordo entre os mentirosos...
Dúvidas...dúvidas...dúvidas e mais dúvidas...
Trago à tona a sensação de que a dúvida me prejudicou em vários sentidos. Antes eram perguntas sem muito propósito, só para ver se alguém me acompanharia nessa tarefa de contagiar outras pessoas com a incerteza, tarefa da qual se ocupa uma porção de gente - pais, professores, papa, políticos, namorados, conhecidos, amigos bem próximos.
Independente de intenções, são muitos os que se encarregam desse serviço ingrato que é transformar um fato em alguma coisa de que não se sabe ao certo. Com o tempo a dúvida foi me tomando e passei a questionar inclusive o que eu mesma levantava como hipótese. Não havia promessa que satisfizesse: eu já não acreditava. Caçoei dos ingênuos, chamei-os de tolos, coloquei à prova todos os dogmas, as coisas que as pessoas já falam sem pensar, a fé, a esperança, a amizade, o amor.
Duvidei de tudo. Quanto mais duvidava, mais fazia com que surgisse forte uma certeza, a certeza de que nada era de verdade...e se nada é de verdade então nada é de mentira também...
Como se existisse uma fronteira entre o que é e o que nunca foi, eu me agarrava a esse limite e ficava ali, bem no meio, cuidando para não escorregar nem para um lado e nem para o outro. Eu não queria acreditar que sim, e também não queria acreditar no não. Mas a mentira é tão verdadeira quanto a verdade, pois a verdade é um acordo entre os mentirosos.
E como dormem tranquilos os que assinaram o acordo. Os que combinaram o que seria e o que não seria verdade entre infinitas histórias. E nós aqui ficamos, remoendo, digerindo, duvidando. Desejando trocar as coisas de lugar, dizer que são falsas as verdades, declarar verdadeiras as pequenas mentiras.
Ficamos aqui, inventando mentirinhas cada vez menores, para que caiam do outro lado sem que sejam percebidas...
Escrito por Ivan e Laís. às 19h23
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